Ir. Maureen Kelleher: O espírito deles me faz seguir em frente.

Posted Abril 11, 2017

Ir. Maureen Kelleher foi escolhida, em 2016, pela Sociedade de Ajuda Legal, como uma das cinco mulheres merecedoras do prêmio “Makers: Mulheres que Fazem o Sudoeste da Flórida”. O prêmio é dado àquelas que têm paixão por melhorar a vida das pessoas e a vitalidade do planeta. O Congressista Mario Diaz-Balart  (na foto, ao lado de Ir. Maureen  )colocou o nome dela nos anais do Congresso por anos de serviço ajudando inúmeras pessoas na área de imigração no sudoeste da Flórida.

Ir. Maureen fala de seu trabalho como advogada e de sua paixão pelo povo a quem ela serve:

“Tendo lecionado religião no ensino médio nos anos 60, quando estudávamos pessoas como Cesar Chavez e a luta dos trabalhadores rurais nos EUA, pedi à minha comunidade religiosa licença para trabalhar em Washington D.C. em um grupo de lobby que estava se formando com mulheres religiosas. Nosso trabalho na NETWORK  foi ir ao encontro de membros do Congresso para pedir apoio a leis que protegessem os trabalhadores e também pedir verbas a serem gastas com necessidades humanas. No fim dos anos 70, tendo sentido o poder das leis, pedi para ingressar na Faculdade de Direito. Enquanto seguia meu curso na Escola de Direito da Universidade Católica, fiquei focada nas lutas que ocorriam na América Central. O entusiasmo da Igreja Latino-Americana e sua opção pelos pobres chamou minha atenção para os imigrantes latinos em nosso País. Eu já sabia, também, que queria praticar o Direito em defesa dos trabalhadores rurais, muitos dos quais tinham imigrado recentemente de países latinos e do Haiti.

Estou trabalhando em um grupo sem fins lucrativos de ajuda legal a trabalhadores rurais em  Immokalee, área rural no sul da Flórida, famosa por sua produção de tomates e vegetais de inverno. Estou lá há 32 anos, trabalhando principalmente com Mexicanos, Haitianos e Guatemaltecos. Meu trabalho com leis de imigração é focado na tentativa de unir familiares e evitar deportação de membros das famílias. Dou assistência a vítimas de crimes que tenham sido muito prejudicados, de forma a que possam obter documentos legais para trabalhar, tornando-se, assim, residentes permanentes legais, desde que colaborem com as autoridades na investigação e processo dos criminosos.

Em todos esses anos, meus clientes fugiram de seus países e procuraram asilo político em decorrência de medo, com fundamento, de perseguição decorrente de sua religião, raça, opinião política, nacionalidade ou por pertencer a determinado grupo social. Atualmente, muitos de meus clientes são jovens que fugiram de El Salvador, Guatemala e Honduras por estarem sendo aterrorizados por gangues. Um cliente recente, vindo de El Salvador, contou-me sobre as ameaças de morte se não se juntasse à gangue do bairro, e chegou a ser impedido, por uma gangue rival, de freqüentar a escola. Seu pai o havia obrigado a relatar à polícia o assalto mais recente, e seu depoimento tornou-se a razão de ter sido jurado de morte. Alguns de seus vizinhos foram mortos e seu primo foi degolado.

Em todos esses anos, tenho adorado trabalhar com esses clientes, que acredito serem pessoas especiais de Deus. Seus valores, tais como trabalho duro, família e fé estão de acordo com o modo como fui educada. Apesar de pobres do ponto de vista material, eles são, em grande maioria, pessoas que se interessam pelos outros, criando espaço para um imigrante que surge de repente. Sinto-me recompensada pela gratidão deles. O espírito deles me faz seguir em frente.

 

 

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